Sao Paulo, Brazil
August 17, 2005
A Monsanto quer que os
compradores de sementes de soja transgênica paguem R$ 0,88
por quilo de semente no ato da aquisição do produto.
Não foi dessa vez que o
impasse entre produtores de soja e a Monsanto sobre a
cobrança de royalties sobre sementes transgênicas terminou.
Mesmo depois de um dia inteiro em reunião, representantes do
setor produtivo e a empresa não chegaram a um acordo sobre o
valor e a forma de pagamento dos royalties pela tecnologia
desenvolvida pela Monsanto para a produção de soja
transgênica.
A Monsanto quer que os compradores de sementes de soja
transgênica paguem R$ 0,88 por quilo de semente no ato da
aquisição do produto.
Os produtores, por outro lado, aceitam pagar 2% sobre a saca
da soja na hora da comercialização do grão. Em valores de
hoje, com a saca cotada a cerca de R$ 26, o royalty seria de
R$ 0,52, abaixo do pretendido pela Monsanto.
O argumento é que o produtor quer pagar os royalties quando
estiver com o produto pronto para a comercialização e não
antes da safra, na época de compra da semente, o que
encareceria o custo de produção e aumentaria o prejuízo no
caso de quebra de safra.
Segundo o vice-presidente da Confederação da Agricultura e
pecuária do Brasil (CNA) Carlos Sperotto, no Rio Grande do
Sul, estado onde 95% da soja cultivada é com sementes
transgênicas, já houve acordo.
No entanto, ele preferiu não fornecer detalhes porque a
proposta - acordada entre a Monsanto e a Associação dos
Produtores de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apasul)
-, porque ainda depende da aprovação dos produtores, o que
será feito nesta semana na assembléia.
Na reunião ficou decidido que os produtores dos demais
estados devem esperar a decisão do Rio Grande do Sul para
dar andamento às negociações. A tendência, explicou o
representante de classe, é que a proposta do Sul seja
absorvida pelos outros estados produtores de soja.
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