Brazil
March 1, 2013
O fitopatologista e pesquisador da Embrapa Algodão, Luiz Gonzaga Chitarra, ministrou um treinamento sobre Identificação e Controle das Doenças do Algodoeiro para técnicos do programa fitossanitário da Associação Sul-Matogrossense dos Produtores de Algodão – Ampasul. O treinamento, realizado no período de 19 a 21 de fevereiro, abordou as principais doenças que incidem sobre a cultura do algodoeiro, como a mancha de ramulária, mancha de mirotécio, ramulose, mofo-branco, fusariose, viroses, apodrecimento de maçãs, entre outras.
Durante a visita a Mato Grosso do Sul, Chitarra, em parceria com a Ampasul Fitossanidade, também realizou reuniões técnicas sobre o tema com cerca de 40 produtores, agrônomos, técnicos agrícolas e consultores nas regiões de Chapadão do Sul, Costa Rica e São Gabriel do Oeste.
Segundo o pesquisador, atualmente o uso de fungicidas nas lavouras de algodão é uma das principais táticas de manejo da cultura, já que não existe no mercado cultivares com resistência múltipla a doenças. Estima-se que no Mato Grosso do Sul sejam realizadas em média 8 a 10 aplicações de fungicidas durante o ciclo da cultura. “Nosso objetivo é orientar sobre a importância do monitoramento correto da lavoura para o controle das doenças do algodoeiro, visando reduzir esse número de aplicações para que tenhamos uma agricultura mais rentável e sustentável”, afirmou Chitarra.
Entre as práticas recomendadas pelo pesquisador para reduzir as aplicações de fungicidas na produção de algodão destacam-se a destruição adequada dos restos culturais, qualidade da semente a ser plantada, utilização da rotação de culturas, monitoramento da lavoura por técnicos (monitores de campo) rigorosamente treinados, a escolha e o momento correto da aplicação dos defensivos agrícolas e a utilização adequada da tecnologia de aplicação.
“O monitoramento adequado da lavoura por profissionais de campo treinados para identificar corretamente as doenças e pragas é fundamental para reduzir o número de aplicações e, consequentemente, baixar os custos de produção e aumentar a produtividade”, ressaltou.